Pesquisa indica que só 30% das ameaças são ‘seguráveis’, o que expõe a importância do gerenciamento de riscos

Qualquer empresa está exposta a riscos que podem impactar seus negócios, sejam eles reputacionais, ambientais, regulatórios, entre outros. E uma das formas de a companhia se proteger é por meio de seguros. Um levantamento da corretora Marsh, entretanto, aponta que não existe cobertura para 70% dos riscos para as empresas. Como a maioria deles não são seguráveis, o gerenciamento de risco surge como uma área vital, avaliam especialistas.

Segundo Roberto Zegarra, diretor da Marsh para a América Latina, cada área da empresa está exposta a determinadas ameaças, o que reforça a necessidade de uma visão “holística” do gerenciamento de riscos. “A empresa precisa levantar todos esses riscos e ter parâmetros claros para medir, quantificar e qualificar riscos, para, assim, eleger os prioritários. A companhia precisa de ferramentas para medir e quantificar os riscos e priorizar os maiores.”Sócio-líder em Gestão deRisco da consultoria Deloitte, Ronaldo Fragos o defende que o gerenciamento de risco se tornou uma “pauta obrigatória” para executivos.“Empresas perceberam o efeito destrutivo que uma crise pode trazer para a empresa, seja ela de imagem, ou causa da por mudanças regulatórias ou por corrupção”, afirma.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo